7.18.2007

7.17.2007

Novo Filme de Thomas Campbell

Isso mesmo, você não leu errado. Thomas Campbell, diretor de The Seedling e Sprout, dois dos mais aclamados filmes de surfe dos últimos tempos, está montando seu novo longa: The Present. Tudo o que esse cara faz é foda e as imagens dessa recente empreitada não poderiam deixar de ser incríveis. Como nos dois primeiros filmes dele, a producão ficou a cargo da Woodshed Films, a mesma de A Broke Down Melody, Shelter, The September Sessions e Thicker Than Water. O lançamento está previsto para o verão de 2008 nos E.U.A.. O Chasing, largando na frente, encontrou na web um trailer que já dá uma prévia do que parece ser um filmaço. Não seja trouxa e assista.

Mais sobre J-Bay


Essa dica é do Carlinhos Toledo. Para quem quiser saber mais sobre J-Bay vale procurar o livro Surfline |VOLUME 1 J-BAY LIMITED EDITION. Mas fica ligado que o própio nome já diz: edição limitada.

WCT – Jeffreys Bay, Africa do Sul – 11 a 22 de julho de 2007

POR CARLOS TOLEDO



Comparando:
No correr nas ondas, Jeffreys Bay, ou J-Bay, pode ser comparada a um dos templos sagrados do automobilismo: o Autódromo de Monza. As retas longas, aceleração, derrapadas, curvas de alta, de baixa e as batidas fazem essa onda ser considerada um circuito perfeito, veloz e de grandes emoções. Sem esquecer dos tubos, que a imaginação compararia às ultrapassagens da Fórmula 1. Não há vitória sem os tubos de J-Bay. São eles que garantem a ela o título de umas melhores direitas do planeta.

Analisando (no momento já estamos no final do round 3):
Quinta etapa, o ranking com Eugenio na frente, Damião depois, mas carta fora nessa etapa (já perdeu), Irons chegando, Taj perto, Joel também e o Kelly Slater em sexto. Todos esses 5 surfando de frente e muito. Meu favorito é o Octopus, que já venceu 3 vezes lá em outros anos e deve estar com a mesma vontade do Eugenio, que defende o título, e do Irons, que já venceu em outro ano. Esses dois estão com a faca entre os dentes.
Mas quem viu Occy em 84 com apenas 18 anos desenhar com as quilhas e bordas em J-Bay - uma pintura - vencendo nomes de pesos da época e redesenhando o cenário do surfe mundial não descartaria os goofys. Martinez é meu favorito de costas nessa etapa.
Dos brasileiros, sobraram Dorneles e Mineiro e são favoritos também. Acredito que Mineiro, se fizer a linha, vai longe, junto com Dorneles, que se encaixa bem no expresso.

Abaixo, na falta das imagens de Occy em 1984, segue trailer de seu documentário.

7.16.2007

A vida a caminho do Guarujá




Abri o olho devagar. Eu já tinha acordado há algum tempo e esse processo não passou de uma negociacão racional entre eu e minhas pupilas. Fui deixando a luz entrar, desenhando na retina, pouco a pouco, os espaços do quarto, os spots de luz do teto, a cor do edredon, a TV desligada virada na minha direção e as frestas da janela. O nariz acordou depois e ajudou os olhos a encontrarem na cama, pelo perfume, a menina que dormiu comigo. A presença dela, o cansaço fruto da semana exigente e da noitada de sexta-feira foram se misturando na elaboração da desculpa para não ir surfar. Desculpa para convencer apenas a mim mesmo, afinal, já era uma hora da tarde e se meus amigos tivessem ido para a praia, já estariam n'água há muito tempo. Um rabicho de sono, esquecido em algum canto, me alcançou enquanto eu rolava para o lado, enfiando meu nariz entre os cabelos dela para me esconder da responsabilidade e dividir, assim, a culpa pela preguiça.
Mas, não. O surfe muda tudo e depois dele eu nunca mais consegui ficar na cama num sábado. Nessa tarde não seria diferente e após uma hora, gasta entre tomar café, prender prancha no teto do carro e buscar biquini, estávamos os dois, na estrada, conversando sobre a vida a caminho do Guarujá. O papo ajudou o tempo a passar e, enquanto a ouvia falar sobre bebedeiras e outras estórias, com o canto do olho vi o sol baixar cada vez mais rápido, me obrigando a fazer as contas de quanto tempo de surfe eu teria até que a luz acabasse: uma hora, um pouco mais se tivesse sorte.
Foi a primeira vez que caí no Tombo num final de tarde. A praia é virada para o sul, o que faz com que o sol se ponha no continente, bem atrás da areia. A cada onda que vinha eu me virava e, remando para o drop, dava de cara com o alaranjado e magenta das últimas luzes do dia. O mar estava bom e todos que estavam dentro d'água teimavam em deixá-lo. A visibilidade foi piorando muito graças à chegada da noite e de uma bruma que veio de longe, avançou pela areia, ruas e prédios, deixando tudo um pouco embaçado e grudento. Olhei para a praia tentando ver a menina que, mal iluminada pelas poucas luzes vindas dos bares na calçada, desaparecia entre a maresia e o breu. Quando estava para sair d'água, veio uma ótima onda. Era para ser a última, mas, de tão boa, me fez querer mais outra e me obriguei a remar de volta para dentro do mar escuro. Cheguei na areia uns vinte minutos depois e apesar dela estar lá me esperando, alguma coisa tinha acontecido entre nós. Ou deixado de acontecer, vai entender. Mas fato é que, depois desse sábado, achamos melhor nos despedirmos um do outro. Justo que tenha sido assim. Acredito que ambos saímos dali com um frame na memória: há algum tempo a bruma tinha entrado no nosso curto relacionamento e a imagem dela, desaparecendo sentada na areia, me pareceu um sinal. Talvez para ela, eu, remando para o outside naquela tarde, também tenha sido revelador de alguma forma.

7.15.2007

Thalia


Em Laguna Beach tem uma loja de surf que vale a visita: é a Thalia Street Surf Shop. Lá você vai encontrar um tipo de produto que não encontra nas outras lojas, produtos com alma. Roupas e estampas desenhadas por vários artistas/surfistas de peso, como Thomas Campbell e Andy Davis (foto), quilhas, pranchas da Sea Surfboards e roupas de borrachada O'neill no estilo anos 70. Clássico.